Elano marca os dois gols, em noite de recorde de público em 2012 na casa do Tricolor gaúcho. Agora lanterna, Atlético-GO quase empata
por Hector
Werlang - globoesporte.com
Se o Grêmio faz o que a torcida espera, se a torcida se
comporta como o time deseja, e se Elano mantém a rotina... não há nada mais a
esperar do que vitória tricolor no Olímpico. Foi assim, com sintonia entre o
time e o estádio lotado (46.309 pessoas, o maior público do ano na casa
gremista) e dois gols do meia, que os gaúchos superaram o Atlético-GO por 2 a
1, na noite desta quarta-feira, pela 22ª rodada do Brasileirão. Mesmo que o
rival, que descontou com Marino, tenha complicado. E muito.
Com o resultado, o Grêmio não só manteve a caça ao
líder Atlético-MG como encostou mais, dormindo na segunda colocação. Tem agora
44 pontos, um a menos do que o concorrente ao título – com a mesma pontuação, o
Fluminense joga nesta quinta-feira diante do Santos no Rio de Janeiro. O Dragão
vive realidade diferente. Sem ganhar há quatro partidas, amarga a zona de
rebaixamento desde a quarta rodada e se mantém com 16 pontos, com a vitória do
Figueirense diante do Corinthians, agora na lanterna.
Ambos os times continuarão a busca de seus objetivos no
fim de semana. Sábado, às 21h, o Grêmio desafia o Corinthians em São Paulo. No
domingo, às 18h30min, o Atlético-GO recebe a Portuguesa.
No abafa
Muitos gremistas não conseguiram ver o começo da
partida – a direção fez promoção de ingressos e, antes do intervalo, o estádio
lotou. Quem conseguiu entrar, presenciou uma pressão capaz de dar pena dos
goianos. A ambição de tentar assumir a primeira posição, algo inédito na
competição, provocou uma avalanche de chances de gol. Leandro, na trave, Elano,
obrigando Márcio a fazer grande defesa, deram pinta que o jogo seria fácil. A
impressão virou realidade aos 10 minutos, quando o meia começou seu show
particular. De falta, da entrada da área, tirou da barreira e acertou o ângulo
direito do goleiro: 1 a 0.
O panorama continuou. Com Marcelo Grohe como mero
espectador, o Grêmio nem parecia sentir falta dos desfalques de Kleber
(suspenso) e Marcelo Moreno (servindo a seleção da Bolívia). Leandro e André
Lima deram conta do recado. Aos 19, o primeiro descobriu Zé Roberto, que, pela
esquerda, cruzou rasteiro. Elano só completou para o gol: 2 a 0.
Não fosse o desconto de Marino, aos 24, após aproveitar
rebote de Marcelo Grohe, que defendeu falta cobrada pelo goleiro Márcio, e
contou com a desatenção da zaga, o show do primeiro tempo estaria completo. Até
porque o Grêmio continuou melhor. André Lima só não aumentou de cabeça pois
Márcio fez grande defesa. O domínio tricolor foi tão grande que o técnico Jairo
Araújo fez a primeira troca do Dragão antes do intervalo: saiu Wesley para a
entrada de Giareta.
O segundo tempo mais pareceu outro jogo. Tudo o que aconteceu no primeiro
parecia algo imaginado, inverossímil, irreal. Nos últimos 45 minutos, o
Atlético-GO parecia o Grêmio e o Grêmio, o Atlético-GO.Foi o Dragão quem
pressionou, buscou o gol e só não empatou porque parou nas mãos de Marcelo
Grohe. Dodó e Ernando, em chutes fortes, exigiram ótimas defesas do camisa 1
tricolor. Quase conseguiram calar o estádio.
A partida ganhou ares dramáticos, afinal, o Grêmio passou a reter menos a bola.
Ficou vulnerável, especialmente após a saída de Elano, cansado, o homem da
única boa trama ofensiva criada – chute por cima do gol de Márcio. Mas soube
resistir. Afinal, quando time e torcida jogam juntos... o adversário perde no
Olímpico.
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