terça-feira, 13 de novembro de 2012

Problema judicial pode impedir "Sheik" a viajar com o Corinthians para o Japão

Jogador responde a processo por contrabando e sentença pode apreender seu passaporte
Por iG - São Paulo 
O atacante Emerson "Sheik", do Corinthians, está no Rio de Janeiro para uma audiência nesta terça-feira em relação ao processo que responde pelos crimes de contrabando e lavagem de dinheiro. Segundo a "ESPN" a audiência começou nesta tarde às 14h49.
Independente de a sentença final do caso sair nesta terça, o Ministério Público Federal pode pedir a apreensão do passaporte do jogador se julgar que "Sheik" pode fugir do país. Se o juiz acatar tal pedido, o atacante seria impedido de viajar ao Japão para a disputa do Mundial de Clubes, em dezembro.
Segundo a investigação, uma quadrilha comandada pelo israelense Yoram El Al, importou ilegalmente 102 veículos entre 2010 e 2011. Como as notas fiscais eram subfaturadas, os carros eram vendidos por preços mais baixos e serviam para lavagem de dinheiro da quadrilha, envolvida também com máquinas caça-níqueis. Emerson comprou um desses carros, uma BMW. Ele alega que não sabia da irregularidade, mas já responde processo pelo crime de contrabando.
Em outubro de 2011, a operação "Black Ops" da Polícia Federal prendeu 13 pessoas da quadrilha, que também vendeu carros contrabandeados aos cantores Latino e Belo.
Diguinho, volante do Fluminense, também é réu no processo. De acordo com a denúncia, tanto Emerson como Diguinho tinham "ciência do esquema criminoso" e agiram com "má fé". O atacante corintiano alega que não adquiriu o veículo na loja "Euro Imported Cars - Automóveis e Veículos", fechada pela PF por conta das ilegalidades na importação de carros.
Emerson argumenta que comprou o carro de um amigo chamado Marcelo Caetano. O corintiano alega ainda que o automóvel nunca foi registrado em seu nome, mesmo tendo ficado em sua casa por um mês. Depois disso, ainda sem a documentação em seu nome, Emerson revendeu a BMW para Diguinho, com quem jogava no Fluminense. Os dois dizem que pagaram R$ 320 mil pelo carro. As notas fiscais apresentam valores menores.
Se condenados, os dois podem pegar pena de 4 a 14 anos de prisão em regime aberto, semi-aberto ou fechado, dependendo da decisão judicial.
Emerson marcou dois gols na final da Libertadores e pode ficar fora do Mundial


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