Jogador responde a processo por
contrabando e sentença pode apreender seu passaporte
Por iG - São Paulo
O atacante Emerson "Sheik", do Corinthians, está no Rio de Janeiro para uma audiência nesta terça-feira em relação ao processo que responde pelos crimes de contrabando e lavagem de dinheiro. Segundo a "ESPN" a audiência começou nesta tarde às 14h49.
O atacante Emerson "Sheik", do Corinthians, está no Rio de Janeiro para uma audiência nesta terça-feira em relação ao processo que responde pelos crimes de contrabando e lavagem de dinheiro. Segundo a "ESPN" a audiência começou nesta tarde às 14h49.
Independente
de a sentença final do caso sair nesta terça, o Ministério Público Federal pode
pedir a apreensão do passaporte do jogador se julgar que "Sheik" pode
fugir do país. Se o juiz acatar tal pedido, o atacante seria impedido de viajar
ao Japão para a disputa do Mundial de Clubes, em dezembro.
Segundo
a investigação, uma quadrilha comandada pelo israelense Yoram El Al, importou
ilegalmente 102 veículos entre 2010 e 2011. Como as notas fiscais eram
subfaturadas, os carros eram vendidos por preços mais baixos e serviam para
lavagem de dinheiro da quadrilha, envolvida também com máquinas caça-níqueis.
Emerson comprou um desses carros, uma BMW. Ele alega que não sabia da
irregularidade, mas já responde processo pelo crime de contrabando.
Em
outubro de 2011, a operação "Black Ops" da Polícia Federal prendeu 13
pessoas da quadrilha, que também vendeu carros contrabandeados aos cantores
Latino e Belo.
Diguinho,
volante do Fluminense, também é réu no processo. De acordo com a denúncia,
tanto Emerson como Diguinho tinham "ciência do esquema criminoso" e
agiram com "má fé". O atacante corintiano alega que não adquiriu o
veículo na loja "Euro Imported Cars - Automóveis e Veículos", fechada
pela PF por conta das ilegalidades na importação de carros.
Emerson
argumenta que comprou o carro de um amigo chamado Marcelo Caetano. O corintiano
alega ainda que o automóvel nunca foi registrado em seu nome, mesmo tendo
ficado em sua casa por um mês. Depois disso, ainda sem a documentação em seu
nome, Emerson revendeu a BMW para Diguinho, com quem jogava no Fluminense. Os
dois dizem que pagaram R$ 320 mil pelo carro. As notas fiscais apresentam
valores menores.
Se
condenados, os dois podem pegar pena de 4 a 14 anos de prisão em regime aberto,
semi-aberto ou fechado, dependendo da decisão judicial.
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