quinta-feira, 26 de abril de 2012

Inter e Fluminense empatam sem gols e transferem decisão para o Rio

Em uma partida equilibrada e muito disputada no Beira-Rio, Internacional e Fluminense não saíram do 0 a 0, em confronto que inaugurou as oitavas de final da Copa Libertadores da América.

Com o resultado, o time carioca precisa vencer o jogo de volta de volta, dia 10, no Engenhão. Ao Colorado, basta um empate com gols para seguir adiante.
No primeiro tempo, apenas o Flu criou chances de perigo. No entanto, o Inter teve maior posse de bola no início, configurando uma partida quase sempre equilibrada. A etapa final foi bem diferente: o Colorado se impôs como dono da casa, pressionou e por pouco não venceu o jogo – o argentino Dátolo desperdiçou um pênalti aos 11 minutos, defendido por Diego Cavalieri.
Antes do jogo da volta, o Internacional volta a campo no domingo, quando enfrenta o Grêmio, no Beira-Rio, pela final da Taça Farroupilha, o segundo turno do Gauchão. O time principal do Flu só volta a atuar dia 6, contra Vasco ou Botafogo, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca.
O jogo – O Inter começou com maior iniciativa e tentou estabelecer uma pressão nos minutos iniciais, mas tinha dificuldades de criação. Algumas arrancadas de Tinga e Dátolo, além de bolas erguidas na área, ameaçavam o Fluminense. No entanto, foi o Tricolor quem teve as duas primeiras oportunidades, em dois arremates a gol de Rafael Sobis aos 11 minutos, ambos defendidos pelo goleiro Muriel.
Aos 18, Thiago Neves arriscou de fora da área e a bola raspou o travessão. O jogo seguia equilibrado: embora o Flu tivesse as melhores chances de gol, o Inter apresentava mais volume. O ritmo inicial, no entanto, foi caindo, diminuindo a velocidade da partida e as incidências de área. Somente aos 31 o Flu voltou a ter um ataque de perigo, com Thiago Neves, que mandou para o alto uma tentativa de sem-pulo. Foi a última boa chance do primeiro tempo. Dois jogadores deixaram o campo lesionados na etapa inicial: Diguinho, pelo Flu, e Kleber, pelo Inter.
Com Jajá no lugar de Dagoberto, o Colorado partiu para a pressão no começo do segundo tempo. A primeira boa chance surgiu logo aos dois minutos: Dátolo cobrou falta, a bola desviou na barreira e sobrou para Leandro Damião, que chutou prensado na zaga, facilitando a defesa para Diego Cavalieri. As quatro, Tinga aproveitou cobrança rápida de escanteio e chutou de primeira, mas a bola bateu na zaga.
Aos dez minutos, a pressão vermelha surtiu efeito: Fabrício ganhou de Deco pela esquerda e cruzou para Leandro Damião, que foi derrubado por Edinho na área: pênalti para o Internacional. No entanto, Diego Cavalieri buscou a cobrança de Dátolo no canto esquerdo e evitou o gol colorado com uma grande defesa. O lance animou o Flu: aos 13, Rafael Sobis fez bela jogada na área e chutou cruzado, mas Muriel evitou o gol.
O Inter caiu um pouco após o pênalti perdido, mas logo retomou o ritmo forte. Aos 26, Jajá desarmou Carlinhos na vitalidade e serviu Dátolo, que chutou para fora da entrada da área. O jogo seguiu em equilíbrio. Aos 38, Deco tentou surpreender Muriel levantando bola direto na direção do gol, mas Muriel estava atento e deu tapinha para escanteio. No último minuto, o Inter perdeu duas grandes chances: primeiro, Jô pegou rebote dentro da área e chutou na trave. A seguir, em cobrança de escanteio, Leandro Damião tentou fazer de bicicleta, mas a bola saiu sobre o gol.

Do correspondente Vicente Fonseca – RS (Gazeta Esportiva)

Em jogo conturbado, Santos perde na altitude de La Paz por 2 x 1


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Grêmio confirma saída de Mário Fernandes

Diretoria tricolor confirma negociação do lateral com o CSKA de Moscou
A diretoria do Grêmio confirmou a venda do lateral-direito Mário Fernandes. O jogador acertou as bases salariais com o CSKA de Moscou, assinará contrato nesta quarta-feira, e sairá do tricolor após o fim da participação na Copa do Brasil.

Segundo a imprensa do Rio Grande do Sul, a negociação girou em torno de 15 milhões de euros. Deste montante, sete milhões irão para os cofres do Grêmio - outros sete irão para a o grupo de investidores espanhóis NBK, e um milhão ficará com o São Caetano, clube que revelou Mário Fernandes. 
Da Redação, com Lancepress esportes@band.com.br

CR7 e Kaká param na muralha Neuer, e Bayern elimina o Real nos pênaltis

Português marca duas vezes no tempo normal, mas perde o seu na disputa final. Alemães decidirão a Liga dos Campeões contra o Chelsea em casa


Poderia ser o jogo de Cristiano Ronaldo, que marcou duas vezes no tempo normal. Ou poderia ser o de Kaká, que saiu do banco de reservas no fim do segundo tempo para se aproveitar do cansaço dos rivais. Mas era a noite de Manuel Neuer. O goleiro titular da seleção alemã se consagrou ao defender as penalidades do português e do brasileiro e ainda contou com um chute para fora de Sergio Ramos para levar o Bayern de Munique à grande decisão da Liga dos Campeões, após vitória por 3 a 1 nos pênaltis e derrota por 2 a 1 até a prorrogação.
Por pouco Iker Casillas também não foi herói. O goleiro espanhol defendeu duas cobranças dos bávaros - de Kroos e Lahm -, mas Alaba, Mario Gómez e Schweinsteiger deram números finais a uma emocionante e exausta semifinal. O holandês Arjen Robben, que não participou da disputa final, marcou no primeiro tempo, justamente de pênalti.
Com o sonho do 10º título continental adiado novamente, resta aos merengues concentrarem os seus esforços no Campeonato Espanhol, competição em que o time é líder com sete pontos de vantagem para o arquirrival Barcelona, que também se despediu da Champions nesta semana. Restam quatro rodadas.
Os alemães, por sua vez, apagaram a má impressão deixada no estádio após a decisão da Liga dos Campeões de 2010. Na ocasião, foram derrotados para o Internazionale de Milão, por 2 a 0. A equipe comandada por Jupp Heynckes busca o seu quinto título em final inédita contra os Blues, que ainda não conquistaram a Champions.
Início avassalador
Em um cenário próximo do ideal para o Real Madrid, o time conseguiria reverter a vantagem do Bayern de Munique com 15 minutos de jogo. Foi exatamente o que aconteceu em um Santiago Bernabéu pulsante. A torcida comprou o barulho e fez do seu estádio uma arma que funcionou - ao menos no início.
Prova disso foi o pênalti marcado logo aos cinco minutos. Di María recebeu lançamento de Marcelo e acertou chute de primeira. Alaba se jogou para interceptar a finalização e tocou com o braço na bola. O juiz hesitou por um instante, mas a pressão foi tamanha que o árbitro húngaro Viktor Kassai apontou para a cal mesmo sem muita convicção. Cristiano Ronaldo não repetiu Lionel Messi na véspera e converteu, desviando de Neuer: 1 a 0.
O Bayern concentrava suas forças no ataque. A resposta quase foi instantânea, mas o holandês Arjen Robben perdeu gol inacreditável após cruzamento de Alaba, aos sete, já na pequena área. Aos 11, foi a vez de Mario Gómez chutar da entrada da área e obrigar Casillas a espalmar. Ribéry tentou completar no rebote, mas Khedira salvou com um carrinho.
Mourinho sabia do perigo que corria e chamou Cristiano Ronaldo para uma rápida conversa. A expressão do treinador foi clara: segurar a bola, ter calma, como o craque português havia pedido depois de fazer o gol da vitória diante do Barcelona, no sábado, ainda que ironicamente. E não é que deu certo? Aos 14, Özil encontrou Cristiano com passe espetacular. O luso não perdoou e fez o segundo dele e dos merengues.
No lá e cá, melhor para o Bayern
A vantagem àquela altura já era mais do que o suficiente para os donos da casa avançarem à final. Os bávaros, então, avançaram mais a marcação e continuaram chegando com perigo. Em um contra-ataque, aos 25, Benzema quase ampliou - a bola ficou viva na grande área até que Neuer pudesse afastar.
Seria uma injustiça, principalmente pelo que apresentavam os alemães. Não à toa chegariam ao gol no minuto seguinte. Lahm cruzou para Mario Gómez, que caiu na grande área depois de ser tocado por Pepe. O árbitro marcou pênalti do zagueiro. Robben se encarregou da cobrança e diminuiu, ainda que Casillas e a trave quase tenham evitado.
O "lá e cá" seguiu até o fim da primeira etapa. Aos 30, Benzema fez boa jogada pela esquerda e chutou forte. Neuer afastou com os olhos. Depois, aos 33 e 46, foi Casillas quem apareceu em finalizações de Gómez e Robben, de falta. Era um jogaço, para o deleite de Vicente del Bosque e Joachim Löw, técnicos das seleções da Espanha e Alemanha, presentes nas tribunas do Bernabéu.
Cautela x emoção
A partida seguiu carregada de tensão no segundo tempo, o que refletia no comportamento dos torcedores, menos participativos. Mas em campo era mais do mesmo: lá e cá. Aos dois, Lahm cruzou da direita e Gómez cabeceou forte. A bola passou raspando a trave direita de Casillas. Aos dez, no entanto, foi Benzema quem encontrou espaço e concluiu para a defesa de Neuer.
O tempo foi passando e o jogo virou sinônimo de cautela. O Real sabia que sofrer um gol poderia ser fatal, assim como para o Bayern exagerar nos espaços não pareceria boa ideia. Sem se comprometer, os merengues atacavam com chutes de média distância, principalmente nas faltas de Cristiano Ronaldo.
Mourinho pôs Kaká restando pouco mais de 15 minutos para o fim do jogo. Fez também o papel de incentivador ao puxar aplausos das arquibancadas. O Real tentou responder em campo, mas não conseguiu - muito por conta do cansaço de Cristiano Ronaldo, que se desdobrava entre ataque e marcação. Kaká entrou mal, sem confiança, desperdiçando contra-ataques. E ainda viu Pepe e companhia se segurarem lá atrás quando Mario Gómez recebeu de Robben e foi travado, aos 41. Era noite de prorrogação.
Cristiano Ronaldo e Kaká erram no mesmo canto
Após pouco menos de cinco minutos de descanso, os dois times foram para os pênaltis. Alaba converteu a primeira cobrança. Cristiano Ronaldo, que vinha de 25 pênaltis seguidos sem perder, pegou a bola e... Bateu fraco, permitindo a defesa de Neuer. Na sequência, Mario Gómez fez 2 a 0 para o Bayern.
Kaká, que entrou no segundo tempo, tinha a chance de diminuir, mas acabou telegrafando o canto (o mesmo de CR7) e Neuer, mais uma vez, defendeu. Quando tinha a chance de praticamente liquidar a fatura, Kroos chutou rasteiro, sem força, e Casillas fez a defesa.
Xabi Alonso, na terceira cobrança do Real, finalmente marcou. Logo depois, Lahm bateu com uma “pequena” cavadinha, e Casillas salvou sem problemas: 2 a 1 para o Bayern. O zagueiro Sergio Ramos partiu para a quarta cobrança do Real e mandou longe, muito longe. Schweinsteiger, então, tinha a chance de garantir o Bayern na decisão em casa. E não a desperdiçou. Com força, deslocando Casillas, colocou no fundo da rede, calou o Bernabéu e fez a festa dos bávaros.
Por Cahê Mota - Direto de Madri

Inter e Fluminense iniciam duelo brasileiro nesta quarta-feira

O melhor classificado da Libertadores contra o pior segundo colocado se enfrentam hoje no Beira-Rio



O duelo entre o melhor classificado da Libertadores contra o pior segundo colocado da competição acabou se transformando em um clássico entre brasileiros, que começa a ser decidido nesta quarta-feira (25 de abril), às 22h, quando Fluminense e Internacional entram em campo no Beira-Rio, em Porto Alegre. A partida terá transmissão ao vivo do FOX Sports.

Os donos da casa não contam com seu camisa 10, o argentino d'Alessandro, que se contundiu no sábado, durante partida contra o Veranópolis, pelo returno do Campeonato Gaúcho. O time já vinha apresentando problemas no setor de meio-campo, desde o afastamento de Oscar, que vive litígio com o São Paulo, sua ex-equipe.

Sem seus dois homens de armação, o campeão da Libertadores em 2010 conta com o argentino Dátolo para criar as jogadas. Ele terá a responsabilidade de abastecer a dupla Dagoberto e Leandro Damião, que foi desfeita na derrota diante do Juan Aurich, na última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Outra preocupação do Inter é disputar as oitavas de final em meio a disputa das fases decisivas do Gauchão - no domingo, o time encara o Grêmio, pela final do segundo turno. Problemas que o Fluminense tem em menor grau, já que só começa a decidir o Campeonato Carioca uma semana depois, contra o vencedor do confronto entre Vasco e Botafogo. Até lá, o foco do 'Tricolor' é exclusivamente a competição continental.

Para o volante argentino Pablo Guiñazú, do Inter, chegou a hora de dedicação total entre os 'colorados'. "Nós estamos jogando a vida nas próximas semanas. Precisamos estar bem concentrados", garantiu.

Além das baixas já confirmadas, Dorival Júnior ainda não sabe se poderá contar com o lateral-esquerdo Kléber, que se recupera de dores musculares e ainda será avaliado para ter a escalação confirmada.

Por outro lado, o Fluminense poderá contar com Fred, seu principal atacante, que não jogou nas últimas duas partidas por conta de uma fibrose muscular na perna direita. Contudo, o atacante Wellington Nem, um dos destaques da equipe carioca na temporada, vai ficar de fora.

A opção para substituir o jovem é o também atacante Rafael Sóbis, revelado no time gaúcho e um dos principais nomes da história da equipe gaúcha. "É um jogador de decisão. Já foi campeão da Libertadores com a camisa do Inter, marcando gols importantes. Tem experiência suficiente para não ser afetado por pressões", afirmou o técnico tricolor Abel Braga.

Outra mudança no Fluminense é na zaga, com a entrada de Gum no lugar de Leandro Euzebio, que se recupera de pancada que sofreu na partida contra o Arsenal, na Argentina, pela última rodada da fase de grupos.

Prováveis escalações:




Internacional: Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Kléber (ou Fabricio); Sandro Silva, Pablo Guiñazú, Tinga e Dátolo; Dagoberto e Leandro Damião. Treinador: Dorival Júnior.
Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Anderson, Gum e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Deco e Thiago Neves; Rafael Sobis e Fred. Treinador: Abel Braga.
Árbitro: o paulista Paulo César Oliveira, auxiliado pelo baiano Alessandro Rocha Mattos e o também paulista Emerson Carvalho.
fonte: Foxsports

Após sondagem corintiana, pai de Diego Forlán pede “aproximação” do São Paulo

Pablo Forlán diz que filho quer jogar no Brasil e cobra proposta do tricolor à Inter de Milão para espantar assédio do Corinthians

Foto: Reuters


Breiller Pires
Pai diz que Diego Forlán quer jogar no Brasil
Ex-lateral-direito do São Paulo na década de 70, o pai do atacante uruguaio Diego Forlán reafirma a intenção do filho de atuar no Brasil, de preferência pelo tricolor paulista. No entanto, Pablo Forlán conta que o empecilho para um possível acerto é a falta de interesse dos dirigentes são-paulinos.
“Diego está com muita vontade de jogar no Brasil, porque sabe que o futebol brasileiro passa por um bom momento e quer ficar mais perto do Uruguai. Há alguns meses, chegou proposta de um clube brasileiro, e não era do São Paulo. Na verdade, o São Paulo fala, fala, fala… Sempre falou, mas nunca concretizou nenhuma oferta por Diego”, diz Pablo.
No fim de março, o Corinthians chegou a ensaiar uma investida pelo uruguaio, de 32 anos, que não avançou devido à alta pedida da Inter de Milão, da Itália, para liberar o atacante: 12 milhões de reais. Apesar do lobby pelo ex-clube, Pablo Forlán não descarta ver o filho com a camisa de um rival após a próxima janela de transferências europeia.
“Tenho história no São Paulo, mas nunca houve aproximação do clube para contar com Diego. Se aparecer uma proposta interessante de outro clube, eu, como pai, vou apoiá-lo. A decisão será dele.”
MESSI E ALEX FERGUSON
Apesar do filho, eleito melhor jogador da Copa de 2010, na África do Sul, Pablo Forlán não hesita em afirmar que o argentino Lionel Messi é atualmente o grande nome do futebol mundial. O ex-lateral, contudo, faz ressalvas ao prêmio de melhor do mundo concedido pela Fifa – Messi foi o vencedor das últimas três edições.
“O escolhido é quase sempre um atacante. As pessoas confundem certas coisas. Não existe ‘o melhor jogador do mundo’, mas sim o melhor de cada posição. A Fifa deveria entregar quatro prêmios, porque o futebol é dividido em quatro linhas: goleiro, defesa, meio-campo e ataque. Se colocarem o Messi no gol, ele não vai pegar o que pega o Rogério Ceni. Na zaga, não chegaria aos pés do que foi o Figueroa”, explica.
Pablo Forlán ainda revela torcida para que o Manchester United, primeiro clube do filho na Europa, fature o bicampeonato inglês, motivada pela simpatia ao técnico dos Red Devils, Alex Ferguson.
“Quem vê o Ferguson como arrogante tem uma impressão equivocada. Em 2002, quando Diego chegou a Manchester para se apresentar ao clube, Ferguson estava no aeroporto para recebê-lo. Ele passou o dia inteiro com Diego, apresentou a cidade e o Old Trafford. É uma pessoa incrível e, por isso, está há mais de 25 anos no comando.”

terça-feira, 24 de abril de 2012

Atacante Leandro, do Grêmio, é indiciado por uso de documento falso

De acordo com o delegado responsável pelo caso, jogador pode pegar de dois a seis anos de prisão
O atacante Leandro, do Grêmio, foi indiciado nesta terça-feira pela Polícia Civil gaúcha por uso de documento falso. O jogador foi flagrado dirigindo com uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) falsa na última quinta-feira, na Zona Norte de Porto Alegre. Segundo o delegado Flávio Conrado, Leandro foi enquadrado no artigo 304 do código penal e pode pegar de dois a seis anos de prisão, mais multa.
- O laudo pericial do Departamento de Investigações Criminais (Deic) constatou que o documento realmente era inválido. Estou indiciando o jogador por uso de documento falsificado. Agora, o caso será encaminhado à Justiça - afirmou o delegado.
Leandro chegou a comparecer na delegacia para prestar depoimento na última sexta-feira, mas não respondeu aos questionamentos da polícia. Conforme Conrado, o atacante gremista disse que não tinha nada a declarar sobre o uso da CNH falsa.
Por GLOBOESPORTE.COM

UEFA Champions League - Chelsea empata e é o primeiro finalista


Messi para na trave, Ramires faz golaço, e Chelsea elimina o Barça




Empate por 2 a 2, com direito a gol de Fernando Torres no fim, cala o Camp Nou e tira os catalães da briga pelo título da Champions



Por Cahê MotaDireto de Barcelona, Espanha
Acostumado a sempre decidir a favor do Barcelona, Lionel Messi experimentou um sentimento distinto nesta terça-feira. Com atuação abaixo da média e, principalmente, um pênalti perdido, o argentino parou na trave e viu os catalães serem eliminados pelo Chelsea na fase semifinal da Liga dos Campeões, no Camp Nou, com o empate por 2 a 2. O herói, desta vez, foi o brasileiro Ramires, que marcou um golaço no fim do primeiro tempo e ajudou a garantir os ingleses na grande decisão do dia 19. Busquets e Iniesta anotaram para o Barça, enquanto Fernando Torres fechou o caixão culé nos acréscimos.
O resultado desta terça praticamente coloca a palavra fracasso como a melhor para definir a temporada, quarta de Guardiola no comando do clube, uma vez que o título espanhol é quase impossível (o Real está sete pontos na frente restando quatro rodadas). Para evitar uma tragédia ainda maior, o Barça pega o Athletic Bilbao no dia 25 de maio, no Vicente Calderón, em Madri, na final da Copa do Rei.
Já o Chelsea agora fica ligado na televisão e espera nesta quarta o adversário da decisão: Real Madrid e Bayern de Munique se enfrentam no Santiago Bernabéu. Na partida de ida, os alemães largaram na frente: 2 a 1, e jogam pelo empate.
A partida em muito lembrou a última eliminação do Barça na Champions, há quase exatos três anos, quando venceu o Inter de Mourinho por 1 a 0, gol de Piqué, e em resultado que não foi suficiente para garantir a vaga. Na ocasião, também com um a mais na maior parte do tempo: Thiago Motta foi expulso aos 28 da etapa inicial.
45 em 15
O primeiro tempo, obviamente, teve 45 minutos, mas seria mais fácil contar a partir dos 15 minutos finais. Afinal, tirando as lesões de Cahill, muscular, e Piqué, pancada na cabeça, que os fizeram ser substituídos, o que se viu foi o de sempre: massacre do Barcelona com amplo domínio territorial e de posse de bola diante de um Chelsea que se defendia de todas as maneiras.
De diferente da partida do Stamford Bridge, apenas a postura dos ingleses, que tentavam avançar a marcação sempre que podiam e dificultavam as ações dos culés, muito reféns das triangulações e tabelinhas do trio Messi, Fàbregas e Sanchéz. A partir dos 30, sim, o jogo pegou fogo.
Surpreendentemente ansioso e apelando para chuveirinhos e chutes sem direção de fora da área, o Barcelona parecia nervoso diante da dificuldade de furar a retranca azul. Foi quando abriu o placar com um gol, digamos, improvável, aos 34. Primeiro porque Messi, Xavi, Fàbregas ou Iniesta não participaram da armação da jogada, segundo pelo posicionamento dos protagonistas.
Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Daniel Alves na entrada da área. Ao melhor estilo Xavi, ele serviu Cuenca, escalado para jogar aberto pela direita, livre no lado esquerdo. O jovem cruzou rasteiro e achou Busquets, como típico centroavante, para escorar de canhota no segundo pau: 1 a 0, e o confronto estava empatado.
Terry vira vilão; Ramires, o herói





Dois minutos depois, porém, John Terry aumentou sua lista de momentos polêmicos e foi expulso. O zagueiro, que já foi acusado de racismo, teve relacionamento com a mulher do companheiro de seleção Wayne Bridge, "agrediu" Puyol fora do lance na partida de ida e escorregou no pênalti que daria o título da Champions ao Chelsea em 2008, deu uma joelhada em Alexis Sanchéz sem bola e recebeu o vermelho direto. Na sequência, fez apenas uma feição de surpresa enquanto passava a faixa de capitão para Lampard. Quase não reclamou.
Com um a menos, o Chelsea fez o que lhe restava: defender até onde fosse possível. E não foi possível muito. Aos 43, em inacreditável contra-ataque oferecido por uma equipe em desvantagem numérica, Alexis Sanchéz tocou para Messi, que serviu Iniesta. O camisa 8 apenas definiu na saída de Cech.
O mundo pensou: fatura liquidada. Menos Ramires. Suspenso de uma suposta final após receber o terceiro amarelo, o brasileiro recebeu de Lampard, invadiu livre a área e, com incrível frieza, tocou no cima de Valdés: golaço! E o brasileiro dançou diante do silêncio de 95 mil culés no Camp Nou. O improvável Chelsea terminava o terceiro dos quatro tempos do confronto classificado para final.
Messi perde pênalti
O segundo tempo começou a mil. Como uma avalanche, o Barcelona engolia o Chelsea e se mandava para o ataque. E o gol parecia que não ia demorar para sair. Logo aos dois minutos, Drogba tentou ajudar na defesa e derrubou Fàbregas dentro da área. Pênalti que o árbitro turco Cunyet Çakir teve dúvidas, mas marcou com a ajuda do auxiliar Tarik Ongum.
Na cobrança, Messi, o melhor do mundo, o maior artilheiro de uma edição da Champions, o craque do time. À frente dele, porém, estava Petr Cech, o goleiro que havia enfrentado sete vezes sem sucesso. Parece que a figura do tcheco pesou. O argentino caminhou lentamente e acertou o travessão. O mundo arregalou os olhos: ele também falha!
E neste jogo em especial como falhou. Mesmo com a assistência para o gol de Iniesta, Messi esteve irreconhecível: errou passes bobos, se mostrou nervoso, fez faltas duras e até empurrou Lampard em confusão com Fàbregas aos seis. Definitivamente, Barça x Chelsea não era um confronto normal.
Sem ter muito o que fazer, Roberto Di Matteo fechou o Chelsea de vez e trocou Mata por Kalou. Seriam 30 minutos de pura pressão. Aos ingleses, por sua vez, pesava a experiência, principalmente de Drogba e Cech. No ataque, o marfinense se virava como podia, segurava a bola e até gol do meio-campo tentava. Lá atrás, o tcheco era um monstro.
Como se não bastasse parar chute de Cuenca na pequena área, amarrava o jogo e irritava os rivais demorando para cobrar tiros de meta. Quando não foi feliz, contou com a sorte e viu chute de Messi explodir em sua trave esquerda. Tudo dava certo para o Chelsea, os deuses da bola pareciam estar de saco cheio da hegemonia do Barça.
Antigo carrasco decreta eliminação do Barcelona
Do lado de fora, Guardiola tirava o casaco, mexia na gravata, gritava, gesticulava. O Barça dominava, mas não criava. Pior que isso, via quase todas as jogadas ofensivas morrerem nos pés de seu melhor jogador: Messi. O clima de tensão era evidente. Incrédulos, os culés sequer conseguiam apoiar e reclamavam até dos três minutos de acréscimos. É, também pode ser sofrido torcer para o Barça. E dessa vez o sofrimento é por tempo indeterminado.
Em contra-ataque mortal, Fernando Torres decretou o 2 a 2. Não é novidade para o Camp Nou ver gols de “El Niño”, algoz desde os tempos de Atlético de Madrid - o oitavo em 11 jogos. A festa é inglesa, e na quarta tudo pode ficar ainda pior, com uma festa em Madri. Ao Barça, restam as lágrimas de Xavi e Sanchéz ainda em campo, um Messi em estado de choque e secar para que o principal rival não lhe roube o posto de melhor do mundo. Sim, pode ainda ser pior.
Por Globoesporte.com

II Copa CDL de Futebol Suiço e Taça Cebila Furlanetto