Suada vitória
sobre a França (3 a 0, gols de Oscar, Hernanes e Lucas) encerra incômodo jejum
contra os grandes. Mas faltou inspiração e ousadia à equipe
Foi na base da vontade e da dedicação, mas o Brasil
enfim voltou a vencer uma grande seleção do futebol internacional neste
domingo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Mesmo sem brilhar na parte
técnica, a seleção de Luiz Felipe Scolari fez 3 a 0 na França (gols de Oscar,
Hernanes e Lucas) no último amistoso antes da Copa das Confederações, pegou
embalo para o torneio e encerrou um jejum que já durava quase quatro anos - o
último triunfo sobre uma das campeãs do mundo tinha acontecido em novembro de
2009. De quebra, ainda acabou com outra escrita: não derrotava os franceses
havia mais de duas décadas. A seleção mostrou um futebol pouco inspirado mas
bastante aplicado taticamente. Em relação ao amistoso anterior, no Rio, com a Inglaterra,
o time mostrou mais entrosamento, mas menos criatividade. A próxima partida da
seleção já é um compromisso oficial: a abertura da Copa das Confederações,
contra o Japão, em Brasília. Os gols - Os gols da seleção só aconteceram no
segundo tempo. Depois de dois chutes perigosos da França, a torcida começou a
pedir a entrada de Lucas a partir dos 5 minutos. Para alívio de Felipão, Oscar
abriu o placar aos 8 minutos, finalizando com categoria depois de receber bela
assistência de Fred. Menos pressionada, a equipe se soltou: aos 10 minutos,
quase ampliou o placar, mais uma vez com o ex-meia do Internacional. Aos 14, um
susto: David Luiz cortou um cruzamento quase marcou contra - Júlio César
mostrou bom reflexo. Aos 16, Neymar arrancou da intermediária, driblou e bateu
por cobertura, errando a meta defendida por Lloris. Felipão decidiu atender aos
pedidos do público e chamou Lucas e Fernando, que substituíram Oscar e Hulk.
Agora jogando com três zagueiros - uma tentativa de minimizar os riscos, dar mais
consistência ao meio e segurar a vitória -, o Brasil criou mais uma boa chance
aos 19, com Fred, que exigiu ótima intervenção de Lloris.
Aos 25 minutos, Jô, o último a se juntar ao grupo,
entrou em campo no lugar de Fred. O atacante do Atlético-MG substituiu o
colorado Leandro Damião, cortado por contusão. Bastante desgastada, a seleção
francesa trocou várias peças importantes - incluindo o craque do time, Benzema,
numa tarde apagada - e contribuiu para que a partida ficasse mais morna.
Jogando bem ao gosto de seu técnico, de forma pragmática e sem grandes
ousadias, o Brasil tentou manter o jogo sob controle preservando a posse de
bola no ataque. Aos 35 minutos, Felipão trocou mais uma peça da equipe,
colocando Hernanes no lugar de Luiz Gustavo - mais uma opção que poderia ajudar
a seleção a ficar mais tempo com a bola. E foi justamente Hernanes que, aos 39
minutos, selou a vitória brasileira, chutando de perna esquerda, no canto,
depois de triangulação com Lucas e Neymar. O volante, que perdeu espaço na seleção
depois de ser expulso num amistoso com a mesma França, vem entrando bem nos
amistosos e pode ser uma ameaça à titularidade de Paulinho. Nos minutos finais,
Neymar deu lugar a Bernard, fechando mais uma aparição pouco empolgante do
craque com a camisa da seleção. Já nos acréscimos, com a França esgotada
fisicamente, Marcelo sofreu pênalti. Lucas bateu bem, no canto direito, e
fechou o placar.
Informações
Giancarlo Lepiani – Veja Esportes

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