sábado, 8 de setembro de 2012

Joinville suporta a pressão do Avaí e resolve clássico com gol de pênalti

Escorregão de volante Bruno foi o estopim para vitória dos donos da Arena Joinville
Joinville vai ser lembrado pelo Avaí como uma pedra no sapato na Série B do Campeonato Brasileiro. Primeiro porque o time do Norte de Santa Catarina venceu os dois clássicos. Segundo por ter mantido a meta intacta diante de tantas chances de gol do Leão. O JEC queria uma bola. Quando a teve na marca da cal, o capitão Ricardinho não poderia desperdiçar. Botou no meio do gol e deixou a Arena Joinville em festa na tarde deste sábado com o placar em 1 a 0 para os donos da casa.
O Joinville volta ao G-4 com a vitória sobre o rival catarinense. Para tentar se manter entre os quatro, defende a posição fora de casa. Na terça-feira, às 19h30m, enfrenta o ASA no Municipal de Arapiraca, em Alagoas. O Avaí fica com 34 pontos, em 10º lugar, e retorna à Ressacada para o próximo jogo, também na terça e no mesmo horário. O adversário será o Ipatinga.

Monotonia quebrada no fim da etapa
Quando o ponteiro apontou o segundo minuto, o Avaí sofreu uma baixa logo de cara. O goleiro Diego sentiu o músculo posterior da coxa direita. O técnico Hemerson Maria teve que queimar a primeira substituição: o 22 Moretto assumiu o posto. O Avaí tentou uma pressão inicial, mas o JEC estava bem armado na retaguarda. Aos 10, Jean Carlos e a maioria da Arena Joinville pediram pênalti quando Rafael chegou junto do atacante dentro da área. Edmundo Alves do Nascimento assinalou tiro de meta. O jogo era morno, mas esquentou um pouco quando Ivan cortou mal um cruzamento e a bola sobrou na grande área para o Cleber Santana, aos 15. O meia não conseguiu aplicar o talento que tem e praticamente recuou para o goleiro, que já estava a espera do arremate.
Quando parecia que o segundo tempo terminaria sem muita emoção, o Avaí cresceu. Aos 44, o mesmo Acosta perdeu a segunda melhor chance azurra da etapa. Da direita, Renato Santos inverteu na área e a zaga tricolor parou para pedir impedimento. O centroavante não estava avançado e bateu de primeira, forte e alto demais — sobre o gol. Mas a melhor oportunidade disparada caiu nos pés do lateral-direito Wagner Diniz, no último lance do primeiro tempo. Ele entrou na área, se desvencilhou da marcação e ficou de frente com Ivan. Sozinho, era só encher o pé. Mas tocou pro lado.
— Faltou um pouco de coragem para definir — disse o técnico Hemerson Maria ao Canal Premiere FC. Falou genericamente da equipe, mas o comentário caiu como uma luva para resumir o desperdício do lateral-direito.

Time de azul toma o castigo
O Avaí começou o segundo tempo semelhante como fizera nos últimos minutos do primeiro. Buscava chegar na meta rival com mais organização, porém não finalizava bem. O Joinville, entretanto, estava vivo. Aos nove, após cruzamento rasteiro, Jean Carlos aparou de costas e arrumou para Jaílton. Uma jogada semelhante ao que o time criara no primeiro tempo, mas desta vez mais próximo de Moretto. Porém o resultado da finalização foi similiar. Jaílton bateu, a bola desviou na defesa e foi para fora.
Aos 27 minutos, o Avaí perdeu outra vez. Acosta retomou a bola no meio, correu rente a lateral direita e mandou na cabeça para Cleber Santana, que estava sozinho na área. No segundo pau, teve espaço para saltar, botar a cabeça na bola e ela para fora. Diante do desperdício do Leão, o Joinville queria apenas uma chance boa para matar a partida. E não poderia ser melhor quando Bruno escorregou dentro da área e derrubou Jean Carlos. Com a bola na marca da cal, ficou fácil para Ricardinho encher o pé, colocar no meio do gol e a Arena Joinville em festa. Por pouco não aumentou a comemoração, aos 36. Após escanteio, Maurício, de cabeça, botou na trave.
Como clássico se decide nos detalhes, o catarinense foi definido a partir de um escorregão fatal.
Por Globoesporte – Joinville/SC