Justiça decide
por interdição ou liberação do estádio do Inter nesta terça-feira
O Gre-Nal começa nesta terça-feira, às 14h, na sessão da 19ª Câmara
Cível do Tribunal de Justiça. Nela, será julgado o recurso do Inter contra a
decisão que interditou o Beira-Rio, através de solicitação do Ministério
Público (MP). O estádio segue aberto devido a uma liminar obtida pelo clube.
Em caso de sucesso do Inter, a equipe de Fernandão disputará o clássico
em casa. Porém, se o estádio voltar a ser interditado, em caso de indeferimento
da ação, o Gre-Nal poderia ser em Caxias do Sul - já que, após vistoria,
engenheiros do Inter reprovaram a Montanha dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. E
um novo recurso só poderia ser encaminhado à instância superior, em Brasília.
A interdição do Beira-Rio ocorreu após uma ação da Promotoria de
Justiça de Habitação e Defesa da Ordem Urbanística de Porto Alegre, que pediu o
fechamento do estádio devido às obras para a Copa do Mundo de 2014. O MP alegou
falta de segurança no Beira-Rio em um eventual tumulto na torcida. Além disso,
a entidade embasou o pedido afirmando que o estádio não tinha alvará de
Prevenção e Proteção contra Incêndios. Os promotores Fábio Sbardellotto e Norberto
Avena, responsáveis pela ação, entendem que o estádio precisa ser interditado.
- Fato novo agora revelado é a preocupação da Brigada Militar com o
próximo Gre-Nal, tudo em razão das obras que envolvem o estádio e sua condição
estrutural. Neste sentido, afirmações do Comando do Policiamento da Capital no
sentido de que é temerária a presença de torcidas adversárias no estádio em
razão das obras realizadas. Fatos lamentáveis já ocorreram no mesmo estádio em
razão de improvisações realizadas, a exemplo da queimada dos banheiros químicos
e a utilização de uma serra elétrica em pleno Gre-Nal para cortar divisória
entre torcidas _ declararam os promotores, em nota.
Mauro Glashester, advogado do Inter no imbróglio com o MP, entende que
não há motivos para a interdição. Argumenta que desde a liminar dada ao clube
já foram realizadas seis partidas (contra Cruzeiro, Santos, Atlético-GO, Vasco,
Náutico e Ponte Preta), sem incidentes.
- O Beira-Rio tem plenas condições de jogo. Não tivemos qualquer
problema, mesmo em jogos grandes, como as partidas contra Cruzeiro, Santos e
Vasco - afirmou Glashester. - O MP foi hábil na tentativa de utilizar a BM como
argumento. Mas, problemas de torcidas em Gre-Nal, nada têm a ver com obras. Não
creio que o Gre-Nal interfira no julgamento - acrescentou o advogado.
Para o clássico, a Andrade Gutierrez vai acelerar a reforma da
arquibancada que fica sob o "boné", na superior, devolvendo ao
Beira-Rio mais dois mil lugares. A ideia do Inter para o clássico é deixar o
estádio com capacidade para 20 mil torcedores. A torcida do Grêmio receberia,
no máximo, 1,2 mil bilhetes.
Entenda o caso:
24 de maio
O MP ajuíza ação civil pública pedindo a interdição do Beira-Rio. Alega
que a obra não possui alvará de Prevenção e Proteção contra Incêndios
22 de junho
O juiz Ricardo dos Santos Costa, da 16ª Vara Cível, defere o pedido do
MP, interdita o Beira-Rio para jogos e shows, além de fixar em R$ 1 milhão a
multa por descumprimento
27 de junho
O presidente Giovanni Luigi reúne-se com o MP e busca um acordo com os
promotores. Mas não tem sucesso na conciliação
2 de julho
A desembargadora Mylene Maria Michel, da 19ª Câmara Cível, concede
liminar ao Inter e reabre o Beira-Rio. Mas autoriza a utilização apenas do anel
superior do estádio. Sob a liminar, o Inter realizou seis jogos no estádio
ZHESPORTES

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