O
árbitro Marcelo Aparecido de Souza registrou em súmula os detalhes da expulsão
de D’Alessandro, em jogo diante do Atlético-MG. No documento da partida, o
relato diz que o camisa 10 deu uma “peitada” após levar cartão amarelo. O caso
deve ser analisado pela procuradoria do STJD. A chance é grande de o gringo ser
denunciado por agressão física.
D’Ale
levou cartão vermelho ainda no primeiro tempo da partida válida pela 10ª rodada
do Brasileirão. Após cometer falta no meio-campo, ele foi para cima do árbitro
e logo em seguida acabou expulso.
"Aos
38 minutos do 1º tempo, o jogador de número 10, sr. Andres Nicolas
D’Alessandro, da equipe do S.C Internacional, após ser advertido com cartão
amarelo, partiu em minha direção me atingindo de forma proposital com uma
peitada e proferiu as seguintes palavras: (“Está louco, maluco”). Imediatamente
expulsei o mesmo, com cartão vermelho direto”, escreveu Aparecido de Souza na
súmula.
A
denúncia que pode ocorrer deve se basear no artigo 254 do Código Brasileiro de
Justiça Desportiva. Nele, existe um acréscimo para ato ou prova equivalente
envolvendo o juiz. E aí a pena se torna pesada.
“Se
a ação for praticada contra árbitros, assistentes ou demais membros de equipe
de arbitragem, a pena mínima será de suspensão por cento e oitenta dias”, diz o
texto da legislação.
D’Alessandro
saiu de campo no estádio Independência reclamando do árbitro. Chegou a dizer
que Aparecido de Souza já tinha em mente expulsá-lo. Depois da partida, o meia
recebeu apoio do técnico Dorival Júnior e dos dirigentes do Inter. Nesta
quinta, o jogador desabafou no Twitter. Fruto da irritação de alguns torcedores
com sua conduta disciplinar.
“Fui
expulso. Sei da minha responsabilidade, nunca fugi disso. Acontece, mas tem
coisas que não vou mais aguentar”, disparou o meia.
O
jogo com o Atlético-MG marcava a volta de D'Alessandro ao time. Ele cumpriu
suspensão por três amarelos contra o Santos. E desde o início do ano, quando
virou capitão, prometeu melhorar sua reação em campo. No Brasileirão passado o
argentino chegou a levar 11 cartões.
Do UOL, em Porto Alegre

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