segunda-feira, 11 de junho de 2012

O enigma de Rafinha

Meia, principal jogador do Coritiba, alega não estar confiante e fica de fora da decisiva partida contra o São Paulo, quinta, no Morumbi





Robson Martins, enviado especial – Gazeta do Povo
Apesar de recuperado de uma entorse no tornozelo direito e liberado pelos médicos, o meia-atacante Rafinha, principal nome do Coritiba, está fora do primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil, na quinta-feira, contra o São Paulo, no Morumbi. A decisão de ser “preservado” partiu do próprio jogador.
Rafinha ligou para o coordenador do departamento médico alviverde, Lucio Ernlund, e alegou que não se sentia confiante para participar do duelo que pode levar o Coxa pelo segundo ano consecutivo à final do torneio nacional. O jogador entrou em contato também com Cleocir Santos, o Tico, auxiliar técnico de Marcelo Oliveira, para comunicar a decisão. O restante do elenco chegou ontem a Atibaia, a 70 quilômetros da capital paulista, onde o time ficará concentrado até a partida de quinta.
“Ele estava liberado pelo departamento médico, mas optou por ficar mais tempo treinando com bola antes de voltar ao time”, explicou Ernlund, por telefone.
Mesmo ciente da importância da partida, a diretoria coritibana preferiu não polemizar, descartando qualquer ligação da não ida de Rafinha a São Paulo com um caso de insubordinação. “De forma alguma. O jogador tem de se sentir à vontade para jogar. Eu prefiro que ele seja claro e diga que não está bem do que forçar o atleta e perdê-lo para o resto do ano”, ressaltou Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba – o dirigente foi escalado para falar do assunto. “Ainda temos pelo menos o segundo jogo da semifinal, no Couto Pereira, e todo o Brasileiro e a Sul-Americana”, emendou, lembrando que o lateral-direito Jonas, recentemente, usou de expediente semelhante, também alegando falta de condicionamento físico. A diferença, contudo, é que, à época, o time não tinha nenhuma decisão pela frente.
A opção por preservar Rafinha revela uma mudança de postura da comissão técnica do clube. Antes do último jogo da final do Paranaense, no dia 13 de maio, o grupo decidiu escalar o meia no clássico com o Atlético, mesmo ciente de que o atleta não se encontrava no melhor da forma – Rafinha não aguentou o jogo todo e, desde então, não entrou mais em campo.
Ernlund nega que tenha ocorrido um erro de avaliação na ocasião. “Não tem como dizer com certeza [que Rafinha poderia jogar na quinta-feira se não tivesse atuado pelo Paranaense]. Era importante para a equipe e também para o jogador jogar a final. Era uma decisão de momento”, ressaltou o médico.
Por intermédio da assessoria de imprensa do clube, o técnico Marcelo Oliveira reforçou a explicação de Vilson Ribeiro de Andrade. De acordo com o treinador, o “importante é Rafinha estar 100%, já que o jogo da volta contra o São Paulo também é muito importante”.
Sem o camisa 7, Jonas, Junior Urso, Eltinho e An­derson Aquino foram convocados para se juntarem ao elenco em Atibaia. Chico e Robinho, porém, retornaram para Curitiba, pois não estão inscritos na Copa do Brasil, deixando o grupo com 21 atletas.

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