Campanha perfeita como anfitrião e tropeços
recentes do São Paulo em torneios mata-mata alimentam o sonho coxa de chegar à
decisão
Por Gazeta do Povo - Curitiba
O retrospecto em sua fortaleza, o Estádio Couto Pereira, é a
grande aposta do Coritiba para chegar pela segunda vez consecutiva à decisão da
Copa do Brasil. Hoje à noite, a partir das 21h50, o clube enfrenta o São Paulo
precisando reverter a desvantagem mínima (1 a 0) do primeiro jogo da semifinal,
semana passada, no Morumbi. Isso significa ganhar por dois gols de vantagem.
Para cumprir a missão e ficar novamente a dois passos da Libertadores, vale se
apegar ao encanto do Alto da Glória, que transforma o Alviverde em um time duro
na queda.
O Coxa do técnico Marcelo Oliveira, em jogos válidos pela Copa do
Brasil (2011 e 2012), não está apenas invicto em casa. Diante de seu torcedor,
o time venceu todas as dez partidas que disputou e, no somatório dos confrontos,
só não passou pelo Vasco, na final do torneio no ano passado. Ao todo, marcou
28 gols – média de 2,8 gols/jogo – e sofreu apenas cinco.
A última derrota no Couto Pereira pela competição ocorreu há dois
anos: eliminação para o Avaí na segunda fase do torneio, em 2010. “É diferente
[jogar em casa]. Até no vestiário é um clima diferente. Querendo ou não,
jogando dentro de casa, com a torcida nos incentivando, é um alto astral
diferente. E espero que amanhã [hoje] possa ser mais um dia maravilhoso e que a
gente consiga a classificação”, opina o atacante Roberto, que será titular
hoje. “A gente tem o apoio da nossa torcida, nossa equipe já vem jogando junto
há algum tempo, fez grandes partidas aqui [Couto Pereira]. Creio que [o motivo
do retrospecto] é a nossa vontade, determinação de poder fazer um grande
resultado aqui. Isso não pode faltar”, pede o goleiro Vanderlei, o atleta que
está há mais tempo no elenco.
Outro fator que dá esperança de sucesso ao Coxa o desempenho do
rival como visitante. Nas últimas quatro vezes em que o São Paulo fez o placar
de 1 a 0 em casa, não conseguiu sustentar a vantagem no duelo de volta. Desde
2005, quando foi campeão mundial, o Tricolor foi eliminado de todas as 16
competições com alguma fase disputada em mata-mata que participou.
“Estaremos diante da nossa torcida, em um estádio onde temos um
aproveitamento expressivo. É um jogo de alto risco pelo potencial que tem o São
Paulo, mas imaginamos um Coritiba forte, marcador, mas ao mesmo tempo agredindo
sempre e buscando o resultado”, garante Marcelo Oliveira.


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