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terça-feira, 17 de abril de 2012

Inter usará estratégia de futsal para jogar no gramado sintético do Juan Aurich

Plano para encarar o time peruano inclui aproximação, passes rasteiros e posse de bola


Leonardo Oliveira - leonardo.oliveira@zerohora.com.br
O Inter já decidiu a estratégia para a decisão de quinta-feira, em Chiclayo. O plano é jogar como time de futsal: pertinho um do outro, com bola no pé, passes rasteiros e muita, mas muita mesmo, posse de bola.
Será um Inter como o da final da Libertadores de 2010, no gramado sintético do Chivas, no Omnilife. A diferença é que perto do campo peruano, o dos mexicanos é um tapete. Ontem, o Inter calçou tênis de futebol society. Os atletas sentiram dores e estranharam o piso. O resultado do treino realizado na tarde desta segunda, no campo artificial da PUCRS, na Capital, apresentou resultados pouco animadores. Alguns jogadores se queixaram de desconforto nas articulações e na região lombar.
Por segurança, o técnico Dorival Júnior decidiu cancelar o treino marcado para o mesmo local na manhã desta terça. Ao final, confirmou que o último trabalho antes da viagem para Chiclayo será no Beira-Rio, com chuteiras e grama natural. Havia o temor de que alguém lesionasse o joelho ou o tornozelo no gramado sintético e ficasse de fora da decisão de quinta-feira. Mesmo os jogadores com queixas de dores foram retirados do treino de arremates do final da preparação.
Desde os primeiros passos ficou evidente o estranhamento entre os jogadores ao piso. Antes de correr e aquecer no campo, eles testaram a aderência das chuteiras de futebol society ao gramado. Arrastaram os pés, simularam freadas bruscas e foram ao trabalho.
Tinga e Bolívar, os mais rodados do grupo, trocaram ideia sobre a forma de jogar e de se portar no sintético. Alertaram para os riscos de o piso duro provocar fisgadas na panturrilha e, com isso, uma lesão.
Em seguida, Dorival dividiu o grupo em dois. Comandou treino de dois toques em espaço reduzido. A proposta era de que os jogadores se ambientassem ao quique da bola e já tornassem mecânica a troca intensa de passes. Por ser duro, o gramado sintético deixa a bola mais viva. E o jogo, veloz.
O treino teve algumas trombadas e escorregões. Ao final, o volante Tinga descontraiu. Lembrou que nas peladas em campos sintéticos a bola é esvaziada para deixar o jogo em bom ritmo. Sugeriu o mesmo em Chiclayo. Como isso é impossível, só resta ao Inter a alternativa de jogar como se fosse mesmo futsal.
Mas em grama sintética e com 11 jogadores.
ZHESPORTES

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