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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Catarinense: passou quem tinha que passar


Desde o início, o Catarinense era claramente dividido em dois blocos: o dos grandes, logo favoritos, e os times do Vale, que fariam campeonato à parte pra não cair e pela vaga na Série D do Brasileiro ofertada pelo Estadual.
Neste domingo, 18 rodadas depois, o que se viu de certa forma foi uma confirmação disso.
Dos cinco grandes, um sobraria. E foi o Criciúma, com um campeonato instável e uma reta final de amargar.
A surpresa do campeonato foi o Metropolitano, que ousou querer entrar no grupo dos semifinalistas. Esteve a uma vitória disso, mas na hora de decidir viu o quão abissal é a diferença entre grandes e pequenos por aqui. Mais uma vez atuou muito mal no Sesi, foi dominado e goleado pelo Avaí sem nenhum porém (e isso inclui a tão comentada arbitragem de Célio Amorim, sem interferência alguma). O Leão arrancou nas últimas rodadas, curiosamente após a saída do agora técnico do Caxias-RS, Mauro Ovelha. E sob a batuta de Hemerson Maria chega com moral à reta final. E para quem acredita em superstição, nas duas vezes anteriores que o Avaí avançou eliminando o Metrô na última rodada, no Sesi, foi campeão (2009 e 2010).
Ao Metrô, restou comemorar no fim do jogo, meio constrangido, o objetivo de ser o melhor da turma de baixo. Quinto colocado no geral (ficou à frente do Tigre), confirmou a vaga na Série D. Mas foi de forma dramática. Após estar a oito pontos do Atlético, terminou classificado porque o time de Ibirama deu uma vacilada histórica em casa, diante do saco de pancadas do campeonato. Perdia por 3 a 0 para o Marcílio Dias, ainda buscou o 3 a 3 e acabou de fora por um gol. Houve quem afirmasse que rolou a famosa mala branca para turbinar o Marinheiro, cheio de garotos, na Baixada. O próprio presidente rubro-anil teria confirmado, mas sei lá. Primeiro que nada tenho contra a um estímulo para um time desanimado vencer um jogo. E segundo, porque o Atlético perdeu cinco dos seis pontos que disputou contra o Marinheiro, que no campeonato todo fez sete. Aí fica difícil reclamar de alguma coisa...
Nas semifinais, o Figueirense, campeão do turno e do returno e melhor com sobras na classificação geral, pega o JEC. Pedreira. E o primeiro jogo é na Arena. O Figueira, favoritíssimo, tem tudo a perder nestas semifinais.
E o Avaí, com moral renovado, enfrenta a atual campeã Chapecoense. Primeiro jogo em Floripa (e com público reduzido por causa do palco do show do Paul McCartney. Decisão no Oeste. Sem prognóstico.
Duas semifinais equilibradas, quatro times que chegaram por méritos e podem almejar o título em 13 de maio.
Por rodrigo.braga@santa.com.br 

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