MINHAS PÁGINAS

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

É lógico que o clima entre o Peixe e o Ganso acabou...

arte: Edmilson
por Luiz Augusto Lima    
Não existe mais casamento entre o Santos e Paulo Henrique Ganso. Os dois ainda dormem no mesmo quarto e, vá lá, convivem com certa dignidade. Mas terminaram o amor e, o que talvez seja ainda pior: a parceria. Um quer manter o dinheiro aplicado, e o outro sonha com viagens ao redor do mundo.
Acontece. Faz parte. Só não dá para continuar fingindo que está tudo bem. O melhor é aceitar a separação, respirar fundo e partir para outra.
Até porque existe uma terceira pessoa na história. De cabelo moicano e sorriso ensaiado, Neymar é o Champagne do presidente Luís Álvaro. Ganso é o vinho Bordeaux. Precioso, mas chato. Laor deixa claro ser como o Fagner: adora as borbulhas de amor.
Claro que os amigos do Laor (entenda-se a torcida) se revoltam contra o Ganso. Para eles, a culpa é toda do jogador. Foi ele quem disse grosserias em plena viagem ao Japão, na qual o casal tentava se reconciliar.
E é o Ganso quem fez amizade com essa turma esquisita da DIS, que parece disposta a separar o casal e levar o jogador para um mundo diferente.
Os mais sensatos, que felizmente também são muitos, veem que os dois lados têm suas razões e suas culpas. Se Ganso é afoito e parece ter se entregado às ambições imediatistas, Laor se esquece de explicar como seria o tal “plano de carreira igual ao de Neymar.”
Ora, Ganso é Bordeaux. Bem menos midiático e carismático do que seu amiguinho borbulhante de cabelo arrepiado. Ora, o Brasil não está com essa bola toda (e o Santos menos ainda) para segurar dois jogadores tão cobiçados no exterior somente à base de iniciativas de marketing.
Laor e Paulo Henrique, olhem por favor para a lente da verdade. Entendam que é hora de cada um caminhar para o seu lado. Vá, Ganso, vá para sua tão sonhada viagem. Laor, fique em paz com Neymar e com suas frases metafóricas.
A vida ainda é longa, a fila anda, e há tanta gente para vocês conhecerem…